Lesões Esportivas na Cabeça

Embora as lesões esportivas contribuam com eventuais fatalidades, a principal causa de morte relacionadas a lesões no esporte é a lesão cerebral traumática. As atividades esportivas e de lazer são responsáveis por cerca de 21% de todas as lesões cerebrais traumáticas em crianças e adolescentes nos Estados Unidos.

Lesão Cerebral Traumática

Uma lesão cerebral traumática (LCT) é definida como um golpe ou uma chacoalhada na cabeça, ou uma lesão penetrante na cabeça que interrompe a função normal do cérebro. Uma LCT pode resultar quando a cabeça repentina e violentamente bate com um objeto, ou quando um objeto perfura o crânio e entra nos tecidos cerebrais. Os sintomas de uma LCT podem ser leves, moderados ou severos, dependendo da extensão dos danos no cérebro. Os casos leves (uma lesão cerebral traumática leve ou LCTl) podem resultar em uma mudança curta do estado mental ou consciência, enquanto os casos severos podem resultar em longos períodos de inconsciência, coma ou inclusive morte.

A 4º Conferência Internacional em Concussões no Esporte realizada em Zurich, na Suiça em 2012 definiu a concussão, um subconjunto de LCTm, da seguinte forma:

Uma concussão é o termo histórico que representa as lesões de baixa velocidade que causam uma sacudida no cérebro resultando em sintomas clínicos e que não são necessariamente associados a lesões patológicas. Uma concussão é um subconjunto de LCT e será o termo usado neste documento. Também destaca-se que o termo commotio cerebri é comumente usado na Europa e em outros países. Pequenas revisões foram feitas na definição de concussão, que é definida da seguinte maneira:

Concussão é uma lesão cerebral definida como um processo patofisiológico complexo que afeta o cérebro, induzido por forças biomecânicas. Várias características comuns que compreendem construções clínicas, patológicas e biomecânicas que podem ser utilizados para a definição da natureza de uma lesão na cabeça por concussão incluem:

1. Uma concussão pode ser causada por um golpe direto na cabeça, rosto, pescoço ou em qualquer outro lugar no corpo com uma força “impulsiva” transmitida para a cabeça.

2. Uma concussão tipicamente resulta na aparição repentina de um comprometimento de curta duração da função neurológica que se resolve espontaneamente. No entanto, em alguns casos, os sintomas e sinais podem evoluir em alguns minutos até horas.

3. Uma concussão pode resultar em alterações neuropatológicas, porém os sintomas clínicos agudos em grande parte refletem mais um distúrbio funcional do que uma lesão estrutural e, como tal, não há anormalidades evidentes em estudos padrão de neuroimagens estruturais.

4. Uma concussão resulta em um conjunto de sintomas clínicos classificados que podem ou não envolver a perda da consciência. A resolução dos sintomas clínicos e cognitivos tipicamente segue um caminho sequencial. Contudo, é importante destacar que em alguns casos os sintomas podem ser prolongados.

 

Incidência

A Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor (US Consumer Product Safety Commission – CPSC) segue as lesões relacionadas a produtos por meio do seu Sistema Eletrônico Nacional de Vigilância de Lesões (National Electronic Injury Surveillance System – NEISS).

De acordo com dados do CPSC, houve cerca de 446.778 lesões esportivas na cabeça tratadas em salas de emergência dos Estados Unidos em 2009. Este número representa um aumento de cerca de 95.000 lesões esportivas em relação ao ano anterior. Todos os 20 esportes destacados abaixo informaram aumentos nos números de lesões tratadas em 2009, com exceção das camas elásticas, que informaram 52 lesões a menos do que em 2009. Os esportes que mostraram aumentos significativos de 2008 para 2009 incluem esportes aquáticos (11.239 para 28.716*), ciclismo (70.802 para 85.389), beisebol e softbol (26.964 para 38.394) e basquete (27.583 para 34.692).

*Quatro categorias foram catalogadas pela AANS (Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos) na análise de lesões atual que não foram incluídas na análise dos dados em 2008, mas em conjunto, elas são responsáveis por apenas 1.397 lesões.

A incidência real de lesões na cabeça pode potencialmente ser muito maior por duas razões principais. 1) No relatório de 2009, o CPSC excluiu os dados de categorias de produtos que produziram 1.200 lesões ou menos, produtos que tiveram contagens muito pequenas e aqueles que foram limitados a uma área geográfica muito pequena; 2) Muitas lesões na cabeça menos severas são tratadas no consultório ou em centros de cuidados imediatos, ou são tratados em casa.

Incluídas nestas estatísticas estão não apenas as atividades esportivas e de lazer, mas também os equipamentos e roupas usadas nestas atividades. Por exemplo, as lesões relacionadas à natação incluem as atividades, assim como os trampolines, equipamentos, dispositivos de flutuação, piscinas e escorregadores aquáticos.

As seguintes 20 atividades esportivas e de lazer representam as categorias responsáveis pelo maior número aproximado de lesões na cabeça tratadas nas salas de emergência dos hospitais dos Estados Unidos em 2009.

Ciclismo: 85.389

Futebol Americano: 46.948

Beisebol e Softbol: 38.394

Basquete: 34.692

Esportes Aquáticos (Saltos Ornamentais, Mergulho, Surfe, Natação, Pólo Aquático, Esqui Aquático, Tubing): 28.716

Veículos motorizados (Quadriciclo, Buggies em Dunas, Karting, Minibicicletas, Veículos Fora da Estrada): 26.606

Futebol: 24.184

Skates e Patinetes: 23.114

Fitness/Exercícios/Clube de Saúde: 18.012

Esportes de Inverno (Esqui, Trenó, Snowboarding, Moto de Neve): 16.948

Equitação: 14.466

Ginástica/Dança/Líder de Torcida: 10.223

Golfe: 10.035

Hóquei: 8.145

Outros Esportes de Bola e Bolas, Não especificado: 6.883

Camas Elásticas: 5.919

Rugby/Lacrosse: 5.794

Patins: 3.320

Patinagem sobre Gelo: 4.608

 

Lista top 10 de categorias de lesões esportivas na cabeça em crianças abaixo de 14 anos:

Ciclismo: 40.272

Futebol Americano: 21.878

Beisebol e Softbol: 18.246

Basquete: 14.952

Skate/Patinetes: 14.783

Esportes Aquáticos: 12.843

Futebol: 8.392

Veículos Motorizados: 6.818

Esportes de Inverno: 6.750

Camas Elásticas: 5.025

*Nota: Sabe-se que a incidência relatada é conhecida por ser significativamente subnotificados (até 50%, McCrea Clin J Sports med 13:13-17, 2004) e não refletem aquelas tratadas por médicos da família ou outros profissionais paramédicos.

 

Fatos Esportivos Adicionais

 

Boxe

Com o tempo, os boxeadores profissionais e amadores podem sofrer danos cerebrais permanentes. A força do soco de um boxeador profissional é equivalente a ser atingido com uma bola de boliche de 6 kg a 32 km/h, ou aproximadamente 52 vezes a força da gravidade.

De acordo com a Revista de Esportes de Combate, de Janeiro de 1960 até agosto de 2011, houve 488 mortes relacionadas ao boxe. A revista atribui 66% destas mortes a lesões na cabeça, cérebro ou pescoço; apenas uma foi atribuída a uma fratura de crânio.

Existem boxeadores com envolvimento mínimo e aqueles que são tão severamente afetados que exigem cuidados institucionais. Alguns boxeadores apresentam vários graus de dificuldade na fala, rigidez, instabilidade, perda da memória e comportamento inapropriado. Em vários estudos, 15-40% dos boxeadores sofreram sintomas de lesão cerebral crônica. A maioria destes boxeadores tem sintomas leves. Estudos recentes mostram que a maioria dos boxeadores profissionais (incluindo aqueles sem sintomas) tem algum grau de dano cerebral.

 

Líder de Torcida

As atividades de líder de torcida mudaram drasticamente nos últimos 20 anos, aumentando o nível de dificuldade das acrobacias realizadas. Um número grande de escolas a nível de ensino médio e inclusive de faculdade limitaram o tipo de acrobacias que podem ser realizadas pelas líderes de torcidas. As diretrizes sobre as regras e segurança agora são aplicadas tanto na prática quanto na competição.

De acordo com dados do CPSC relacionados a líderes de torcida, em 2010, 19,3% das lesões na cabeça e pescoço foram relacionadas a lesões de líderes de torcida. Adicionalmente, no ano escolar 2010-2011, as lesões na cabeça foram associadas com 1.579 concussões, 361 contusões e 2.292 lesões internas; as lesões no pescoço foram responsáveis por 118 contusões, 16 fraturas e 1.301 distensões e entorses.

No relatório de Lesões Esportivas Catastróficas no período do outono 1982 até a primavera de 2011, o Centro Nacional de Pesquisa de Lesões Esportivas Catastróficas da Universidade da Carolina do Norte (UNC) ressalta que houve uma lesão catastrófica relacionada a líderes de torcida no nível de ensino médio durante o ano escolar 2010-2011. 1) Uma líder de torcida colidiu com outra líder durante a prática e levou uma cotovelada na têmpora. Como resultado ela sofreu duas fraturas no crânio, convulsões e foi levada a um coma induzido. A recuperação na época foi incompleta.

A UNC também relatou que as líderes de torcida de faculdade não apresentaram alguma lesão direta durante o ano escolar 2010-2011.

Um estudo de 2009 realizado pelo Centro de Pesquisa e Políticas de Lesões do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil Nationwide produziu as seguintes estatísticas de lesões da cabeça:

  • A maioria (96%) das concussões e das lesões de cabeça sem penetração relatadas foram antecedidas por uma acrobacia de líder de torcida.

  • Quase 90% das lesões mais graves relacionadas a quedas foram sofridas enquanto as líderes de torcidas se apresentavam em turfa artificial, grama, pisos de espuma tradicionais ou pisos de madeira.

 

Um estudo RIO de 2012 pelo Hospital Infantil Nationwide produziu as seguintes estatísticas relacionadas a líderes de torcida do ensino médio:

1) As atividades de líderes de torcida chegaram a 0,73 lesões a cada 1.000 exposições atléticas no ano escolar de 2012-2013.

2) As lesões na cabeça/rosto foram responsáveis por 36,5% de todas as lesões nas atividades de líderes de torcida no ano escolar 2012-2013.

Ciclismo

Todo ano, mais de 500.000 pessoas passam pelas salas de emergência nos Estados Unidos por lesões relacionadas a bicicletas. Desses pacientes, 85.000 foram lesões na cabeça em 2009. Há cerca de 600 mortes por ano, sendo dois terços atribuídas a LCT. Estima-se que até 85% das lesões da cabeça poderiam ser evitadas usando capacetes apropriados, tais como aqueles aprovados pela Fundação Memorial Snell, o Instituto Americano Nacional de Padrões (American National Standards Institute – ANSI) ou a Sociedade Americana de Testes e Materiais (American Society for Testing and Materials – ASTM).

 

É essencial que o capacete esteja ajustado apropriadamente para que não caia enquanto se está em movimento ou caso a pessoa venha a cair. De acordo com Crianças Seguras Worldwide (Safe Kids Worldwide), mais crianças entre 5 e 14 anos são vistas nas salas de emergência por lesões relacionadas a ciclismo do que por outro esporte. Os capacetes podem reduzir o risco de lesões cerebrais severas em até 88%. Contudo, aproximadamente 55% das crianças nem sempre usam um capacete enquanto andam de bicicleta.

Os seguintes fatos/estatísticas são da Safe Kids USA:

  • As lesões na cabeça são a principal causa de mortes relacionadas a esportes com rodas e o fator determinante mais importante de incapacidade permanente após um acidente.

  • Sem a proteção adequada, uma queda de apenas 60 cm pode resultar em uma fratura de crânio ou outras LTC.

  • Cerca de 50% das crianças nos Estados Unidos entre 5 e 14 anos de idade possuem um capacete, e apenas 25% relatam usá-lo sempre quando andam de bicicleta.

  • O uso universal de capacetes de bicicleta por crianças entre 5 e 14 anos poderia prevenir 45.000 lesões na cabeça.

  • Os capacetes reduzem o risco de uma lesão na cabeça em pelo menos 40%, lesões cerebrais em 33%, lesão facial em 27% e lesões fatais em 29%. Oito estados e o Distrito de Columbia exigem que as crianças usem um capacete enquanto realizam atividades com rodas, tais como andar com patinete, patins inline ou skates.

  • Um estudo achou que a taxa de uso do capacete para bicicleta por crianças com 14 anos ou menos era duas vezes maior em um município com leis compreensivas relacionadas ao uso de capacetes para andar de bicicleta que em municípios com leis menos compreensivas.

 

A Safe Kids Worldwide ainda relatou que em 2010, 112 crianças com idades abaixo de 19 anos morreram enquanto andavam de bicicleta. Este é o menor número de mortes desde 1999, e é uma redução de 56% no número de mortes desde o ano com uma diminuição de 59% na taxa de morte.

 

Futebol Americano

O Centro Nacional de Pesquisa de Lesões Esportivas Catastróficas (National Center for Catastrophic Sport Injury Research – NCCSIR) também leva um registro estatístico de lesões catastróficas no futebol americano, que são definidas como aquelas que resultaram em uma lesão cerebral ou da medula espinhal; ou em uma fratura do crânio ou da coluna.  Dados recentes do Levantamento Anual de Lesões Catastróficas no Futebol Americano, 1977-2012, incluem:

  • Durante a temporada de futebol americano de 2012 houve um total de três lesões da medula cervical com recuperação neurológica incompleta. Uma das lesões ocorreu no nível de ensino médio e duas a nível de faculdade. O ano de 2012 tem 11 lesões a menos do que o ano de 2008 (com 14 lesões), seis a menos do que as 9 de 2009, e cinco a menos do que as 8 de 2011.

  • A incidência de lesões catastróficas é muito baixa para uma exposição de 100.000 jogadores. Para os aproximados 4.200.000 participantes em 2012, a taxa de lesões da medula cervical com recuperação neurológica incompleta foi de 0,07 para cada 100.000 participantes.

  • A taxa de lesões com recuperação neurológica incompleta no futebol americano de ensino médio foi de 0,07 a cada 100.000 jogadores (1.500.000 jogadores de futebol americano de ensino médio). A taxa para no nível de faculdade foi de 2,66.

  • A maioria das lesões catastróficas da medula espinhal ocorrem durante jogos. Durante a temporada de 2012 duas lesões ocorreram em jogos e uma durante uma sessão de levantamento de peso.

  • O tackle e o bloqueio tem sido associados com a maior parte das lesões catastróficas da medula cervical. Em 2012, duas lesões foram causadas por tackle no futebol americano e uma em uma sessão de levantamento de peso. O tackle no futebol americano tem sido associado com 67% das lesões catastróficas desde1977.

  • A maioria das lesões catastróficas ocorrem enquanto se joga futebol americano defensivo. Em 2012, dois jogadores foram lesionados enquanto estavam na defesa e um atleta em uma sessão de levantamento de peso. Dedes 1977, 228 jogadores com lesões permanentes na medula cervical estavam no lado da defesa enquanto que 55 estavam no lado da ofensiva, restando 44 desconhecidos. Os defesas foram envolvidos com 34,6% das lesões permanentes da medula cervical, seguido pelos membros da ofensiva com 9,2% e linerbackers com 9,5%.

  • Durante a temporada de futebol americano de 2012, houve também cinco lesões cerebrais que resultaram em uma recuperação incompleta. Quatro foram a nível de ensino médio e um a nível de faculdade. Uma diminuição de nove quando comparado com os dados de 2011.

  • Em 2012, houve também cinco lesões que envolveram uma lesão na cabeça ou no pescoço, mas os atletas conseguiram uma recuperação neurológica completa. Os atletas do ensino médio foram associados a 4 lesões enquanto os de faculdade foram associados a apenas uma lesão.

 

Adicionalmente, o Centro Nacional de Pesquisa de Lesões Esportivas Catastróficas relatou os seguintes incidentes: (para uma listagem completa dos incidentes, leia o Levantamento Anual de Lesões Catastróficas no Futebol Americano, 1977-2012.)

  • No dia 26 de outubro de 2012, um jogador de futebol de 17 anos do ensino médio colapsou na lateral durante um jogo. Ele sofreu um hematoma subdural e ficou internado por três semanas. Ele jogava na defesa e no tackle ofensivo. O preparador físico percebeu o comportamento estranho do atleta na lateral e não permitiu que retorna-se ao jogo. A recuperação foi incompleta.

  • Um jogador do último ano do ensino médio foi lesionado em um jogo no dia 7 de setembro de 2012. Ele foi atingido por dois tackles enquanto tentava bloquear – um pela frente e um pelas costas. Ficou inconsciente e fraturou duas vértebras cervicais. Ele teve paralisia inicial, mas está se recuperando da lesão, porém não poderá mais jogar futebol americano.

  • Um jogador de futebol americano do último ano do ensino médio foi lesionado em um jogo enquanto fazia um tackle no dia 6 de novembro de 2012. Ele era um linebacker. A lesão resultou em uma cirurgia na vértebra cervical 6 que foi fraturada. A recuperação foi incompleta.

  • Um linebacker do último ano do ensino médio foi lesionado em um jogo no dia 1 de novembro de 2012. A lesão foi diagnosticada como hemorragia cerebral. Ele colapsou no campo e teve uma cirurgia de emergência. Teve uma concussão anterior na temporada e teve que ficar fora de um jogo antes de ser liberado por um médico para jogar. A recuperação foi incompleta.

  • Um jogador de futebol americano do ensino médio foi lesionado em um jogo no dia 21 de setembro de 2012, enquanto jogava como quarterback/linebacker. A jogada exata envolvida na lesão é desconhecida. A lesão causou um hematoma subdural. Uma cirurgia de emergência foi realizada e a recuperação foi incompleta.

 

Poucas lesões no futebol americano resultaram em fatalidades, de acordo com o Levantamento Anual de Pesquisa de Lesões no Futebol Americano 1931-2012, do Centro Nacional de Pesquisas de Lesões Esportivas Catastróficas:

  • Houve duas fatalidades diretamente relacionadas ao futebol Americano durante a temporada de 2012. As duas fatalidades foram no futebol americano semi-profissional. Houve apenas um ano onde não teve fatalidades diretas no futebol americano a nível de ensino médio e faculdade, 1990.

  • A taxa de lesões fatais diretas é muito baixa para uma exposição de 100.000 jogadores. Para os 4.200.000 participantes em 2012, a taxa de fatalidades foi de 0,04 para cada 100.000 participantes.

  • A taxa de fatalidades diretas a nível de ensino médio foi de 0,00 para cada 100.000 participantes. A taxa de fatalidades a nível de faculdade foi de 0,00 para cada 100.000 participantes. A taxa para todas as outras áreas do futebol americano foi de 0,06 para cada 100.000 participantes.

  • A maioria das fatalidades diretas usualmente ocorrem durante jogos programados regularmente, e em 2012 foi comprovado tendo duas fatalidades em jogos semi-profissionais.

 

De acordo com o mesmo relatório pela NCCSIR, certos jogadores associados com trauma cerebral reclamaram de dores de cabeça ou tiveram uma concussão anterior prévia à morte.

A Federação Nacional de Escola do Ensino Médio do Estado publicou a seguinte declaração no dia 23 de fevereiro de 2010: “Efetivo na temporada de futebol americano de escola do ensino médio de 2010, qualquer jogador que mostrar sinais, sintomas ou comportamentos associados com uma concussão deve ser removido do jogo e não deve retornar a jogar até ser liberado por um profissional da saúde apropriado.” A nova língua da concussão foi colocada em todos os livros de regras da NFHS (Federação Nacional de Escola do Ensino Médio do Estado) assim como nas “Diretrizes Sugeridas pela NFHS para o Manejo de Concussões.”

Mais recentemente, as implicações de uma concussão a longo prazo têm sido amplamente discutidas na mídia, ressaltada pela controvérsia entre a NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e seus antigos jogadores. Uma notícia na ESPN de novembro de 2013 relatou sobre o diagnóstico de uma encefalopatia traumática crónica (ETC) de três ex-jogadores da NFL. Adicionalmente, a ESPN também relatou que no ano passado a UCLA fez exames em outros cinco antigos jogadores, e conseguiram diagnosticar em todos sinais de ETC, fazendo história como a primeira vez em que a doença é reconhecida em pacientes ainda vivos.

 

Equitação

Enquanto as lesões na cabeça compõem cerca de 18% de todas as lesões da equitação, elas são a razão número 1 para a internação no hospital. Um estudo de 2007 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças revelou que a equitação resultou em 11,7% de todas as lesões cerebrais traumáticas em atividades de lazer de 2001 a 2005, a mais alta das atividades atléticas. Das 14.446 lesões da cabeça relacionadas à equitação tratadas em 2009, 3.798 foram graves o suficiente para exigir uma hospitalização, das 4.958 concussões e 97 fraturas no crânio.

 

Os hematomas subdurais e hemorragias cerebrais foram responsáveis por muitas das lesões graves. De acordo com a Associação Médica de Segurança Equestre, as lesões na cabeça são responsáveis por cerca do 60% das mortes ocorridas em acidentes equestres.

Há fatores que podem aumentar o risco de queda, como um cavalo novato, chão escorregadio ou montar o cavalo sem sela, mas é a altura da qual o cavaleiro cai que mais impacta a severidade da lesão. De acordo com a Federação Equestre de Ontario, um cavaleiro sentado sobre o cavalo está a quase dois metros e meio de altura acima do solo, e uma queda de apenas 60 cm já pode causar danos cerebrais permanentes. Os cavaleiros com idades entre 10 e 14 têm uma maior tendência a estarem envolvidos em um acidente com um cavalo.

Embora uma lesão grave na cabeça possa ocorrer enquanto se usa um capacete, os dados mostram claramente que a severidade da lesão na cabeça pode ser diminuída usando um capacete. De acordo com a Revista de Medicina de New England, os capacetes podem reduzir as lesões na cabeça e no cérebro em até 85%. Apesar da exigência do uso do capacete em esportes equestres que envolvam saltos, incluindo concursos completos de equitação em competições de adestramento de alto nível, os cavaleiros normalmente usam uma cartola que não fornece nenhuma proteção.

 

Os acidentes são menos comuns em adestramento competitivo, mas mesmo assim ainda podem ocorrer. Enquanto a maioria dos cavaleiros de adestramento não usam capacetes nas práticas, eles são permitidos tanto nas práticas quanto nas competições.

A Federação Equestre dos Estados Unidos estimula fortemente todos os cavaleiros montando cavalos em qualquer parte da competição a usar equipamentos de proteção na cabeça com a alça de proteção ajustada que sejam aprovados nos padrões da ASTM (Sociedade Americana de Testes e Materiais)/SEI (Instituto de Equipamentos de Segurança) para uso equestre e que levem a etiqueta da SEI.

 

Esqui na Neve/Snowboarding

De acordo com um estudo liderado pela Medicina John Hopkins, aproximadamente 10 milhões de americanos esquiam ou praticam snowboard nos Estados Unidos cada ano, com cerca de 600.000 lesões relatadas anualmente. Os traumas severos na cabeça são responsáveis por cerca de 20% de todas as lesões relacionadas a esqui e snowboarding, e dessas lesões, 22% são severas o suficiente para causar perda da consciência ou uma concussão.

 

As lesões na cabeça são a causa mais frequente de morte e incapacidade severa dentre os esquiadores e pessoas que praticam snowboard.

De acordo com a Associação Nacional de Áreas de Esqui (Estudo Demográfico Nacional 2012-2013 da NSAA), 70% das pessoas que praticam esqui e snowboard usaram capacetes durante a temporada de esqui mais recente. Isto mostra um aumento de 5% da temporada 2011-2012. Dentre os entrevistados, o uso do capacete aumentou 180% desde a temporada 2002-2003, quando apenas 25% das pessoas praticando esqui e snowboard usaram capacetes.

Mais importante ainda, 80% dos esquiadores com 17 anos de idade ou menos relataram usar capacetes nas descidas durante a temporada de esqui 2012-2013. O Estudo Demográfico Nacional da NSAA foi compilado a partir de mais de 130.000 entrevistas a esquiadores e snowboarders em todo o país.

O estudo da NSAA de 2012-2013 também revelou que:

  • 89% das crianças com 9 anos de idade ou menos relataram o uso do capacete na temporada de esqui 2012-2013;

  • 83% das crianças com idades entre 10 e 14 relataram o uso do capacete;

  • 81% dos adultos acima de 65 anos de idade relataram o uso do capacete;

  • Os esquiadores e snowboarders com idades entre 18 e 24 representam tradicionalmente a menor percentagem de uso do capacete dentre todas as faixas etárias. Na temporada 2012-2013, 60% de todos os entrevistados com idades entre 28 e 24 usaram capacetes, um aumento de 13% em relação à temporada 2011-2012, quando apenas 53% usaram capacetes.

 

A NSAA recentemente lançou um site na internet renovado Lids on Kids (Coberturas em Crianças) desenhado para fornecer aos pais informações pertinentes sobre segurança e capacetes; inclui instruções simples em relação às dimensões de capacetes e ajudas para assegurar um ajuste apropriado.

 

Uso do Capacete

Em 2011, New Jersey tornou-se o primeiro estado a exigir o uso de capacete para as atividades de esqui e snowboard para as pessoas com 18 anos de idade ou menos. Atualmente, não há mais estados com leis exigindo capacetes para esqui ou esportes de inverno. Os resorts de esqui em Aspen, Colorado, exige que os esquiadores com menos de 12 anos usem um capacete. Após as mortes relacionadas a esquiadores de alto perfil Michael Kennedy em dezembro de 1997, Sonny Bono em Janeiro de 1998 e Natasha Richardson em março de 2009, notou-se um aumento expressivo no número de esquiadores usando capacetes relatado em vários estudos.

Enquanto isso, o uso do capacete tem sido obrigatório para os usuários do parque de neve em Quebec, Canada, desde o inverno de 2006-2007, de acordo com a Associação de Áreas de Esqui de Quebec (ASSQ). E em janeiro de 2010, o Conselho Canadense de Esqui (CSC Canadian Ski Council) publicou a seguinte política nacional:

“O Conselho Canadense de Esqui recomenda usar um capacete para esquiar. Os esquiadores e snowboarders são encorajados a se educar em relação aos benefícios e limitações do uso do capacete. A consideração primária de segurança, e obrigação sob o Código de Responsabilidade Alpino, é esquiar e fazer snowboard de forma controlada e responsável.”

A política foi desenvolvida após o levantamento feito pelo CSC onde mostrou-se que o uso do capacete no Canada está aumentando de forma progressiva, com o uso do capacete por mais de 50% dos esquiadores e snowboarders canadenses; o uso é muito maior dentre os mais jovens, alcançando 90% em muitas áreas. Para assegurar ainda mais o comprometimento com a iniciativa, o CSC ressalta que as áreas canadenses de esqui têm investido muito para fazer o esporte mais seguro, com sinalizações melhoradas, melhor preparação e equipamentos mais seguros; com a compra de mais de 50.000 capacetes para locação para incluir nos pacotes de aluguel, disponíveis em quase todas as áreas de esqui canadenses.

Em uma publicação do Centro de Traumas de Quebec e do ASSQ de fevereiro de 2010, Dr. Tarek Razek, diretor do Programa de Trauma do Hospital Geral de Montreal, disse “Usar um capacete reduz o risco de uma lesão na cabeça em esquiadores e snowboarders em aproximadamente 35%.” O Dr. Razek também defende o uso do capacete em outros esportes, incluindo ciclismo e patins.

Como parte de um levantamento feito em 80 áreas de esqui canadense:

  • Os operadores das áreas estimam que 55% de todos os esquiadores e snowboarders usaram capacetes. Quebec teve a taxa mais alta de uso de capacete com 65%, enquanto o mais baixo foi obtido por Western Canada com 50%.

  • O programa Snowpass Grau 4/5, que teve 41.000 participantes jovens em 2008-2009, fornece ingressos de baixo custo para as subidas mecânicas e outras promoções para os participantes. Dos pais dos jovens com Snowpass, 54% relatou usar o capacete regularmente, e 93% dos jovens participantes relataram usar o capacete de forma regular.

  • Um levantamento de 1.500 participantes conduzido no Show de Esqui de Toronto de 2008, revelou que 55,3% dos homens e 57,6% das mulheres usaram capacetes sempre ou quase sempre. Os esquiadores e snowboarders mais velhos tiveram um uso maior de capacetes que os adultos jovens.

  • Por outro lado, de acordo com o Estudo Demográfico Nacional de 2012-2013 de esquiadores e snowboarders, a Associação Nacional de Áreas de Esqui nos Estados Unidos revelou o seguinte:

  • 71% dos entrevistados estavam usando um capacete na hora da entrevista, 6% acima em relação à temporada anterior.

  • O uso do capacete aumenta com o nível de habilidade, subindo de 26% por iniciantes, para 38% por intermediários até 55% por participantes avançados.

  • O uso de capacete é maior em crianças com 9 anos de idade ou menos (89%) do que para outras faixas etárias: entre 10 e 14 anos de idade (83%), pessoas com idades entre 55 e 64 (76%) e pessoas com mais de 65 anos (81%). O uso do capacete é o mais baixo na faixa etária de 18 a 24 anos (62%).

 

Futebol

A proteção para a cabeça no futebol é complicada pelo fato de que usar a cabeça está estabelecido com parte do jogo, e qualquer tentativa para proteger a cabeça de lesões deve permitir que o jogo seja realizado sem modificações. Diferentes equipamentos para a cabeça têm sido desenvolvidos para reduzir o risco de lesões na cabeça no futebol. Uma pesquisa independente revelou que nenhum dos produtos no mercado fornecia benefícios substanciais para impactos menores, tais como bater a bola com a cabeça.

Um estudo da Universidade McGill revelou que mais de 60% dos jogadores de futebol de nível universitário relataram sintomas de concussão durante uma temporada. Embora a percentagem em outros níveis possa ser diferente, esses dados indicam que as lesões na cabeça no futebol são mais frequentes do que se imagina.

De acordo com as estatísticas da CPSC, 40% das concussões no futebol são atribuídas ao contato cabeça-jogador; 10,3% são cabeça-solo, trave, parede, etc; 12,6% são cabeça-bola, incluindo acidentes; e 37% não estão especificadas.

 

Tipos de Lesões na Cabeça

 

Concussões

As concussões cerebrais frequentemente afetam atletas tanto do esporte de contato quanto de não-contato. As concussões cerebrais são consideradas lesões cerebrais difusas e podem ser definidas como alterações do estado mental induzidas traumaticamente. Uma concussão resulta de uma sacudida do cérebro no crânio e, quando severa, pode causar lesões de corte nas fibras nervosas e neurônios.

Classificar a concussão é uma ferramenta útil no manejo da lesão (vide Cantu abaixo) e depende de: 1) Presença ou ausência de perda da consciência, 2) Duração da perda da consciência, 3) Duração da perda da memória pós-traumática, e 4) Persistência dos sintomas, incluindo dor de cabeça, tontura, falta de concentração, etc.

Alguns médicos esportivos e técnicos avaliam o estado mental do atleta usando uma série de perguntas realizadas em cinco minutos assim como exercícios físicos conhecidos como Avaliação Padrão de Concussão (APC). Este método, no entanto, pode não ser o compreensivo o suficiente para perceber mudanças sutis. Mais recentemente, os times têm usado o ImPACT, um programa de teste de 25 minutos realizado no computador especificamente desenhado para o manejo de concussões esportivas.

 

Um jogador que teve uma concussão é de três a seis vezes mais propenso a ter outra. Em relação ao momento em que um atleta está pronto para retornar ao jogo não é uma decisão direta – tal como se mostra nesta reportagem, quando em novembro de 2013 um jogador de futebol profissional ajudou ao time a conquistar a vitória apesar de ter perdido a consciência e deslocado cinco vértebras – todo jogador poderia se beneficiar de testes neurológicos base antes do início da temporada para que os resultados possam ser usados para comparar caso o atleta receba um golpe na cabeça.

Nota: Não há evidencia para demonstrar que todos os participantes de esportes de contato devem ter um teste neuropsicológico computadorizado de base (NP). As ferramentas NP tais como ImPACT/Cogsport, assim como a SCAT3 ainda devem passar por testes para serem consideradas confiáveis ou validadas. Estes testes de triagem podem ser usados apenas como uma ferramenta no diagnóstico especializado e para o processo da toma de decisão de retorno ao jogo.

Síndrome do Segundo Impacto (SSI) resulta do inchaço agudo do cérebro, por vezes fatal, que ocorre quando há uma segunda concussão antes da completa recuperação da concussão prévia.

 

Isto causa uma congestão vascular e um aumento da pressão intracraniana, que pode ser difícil ou impossível de controlar. O risco de sofrer uma SSI é maior em esportes como boxe, futebol americano, hóquei de gelo ou sobre patins, futebol, beisebol, basquete e esqui na neve.

Coma

A palavra coma refere-se ao estado de inconsciência. O estado de inconsciência tem variabilidade e pode ser muito profundo, quando nenhuma estimulação causa resposta do paciente ou, em outros casos, a pessoa que está em coma pode se movimentar, fazer barulhos ou responder à dor, mas não é capaz de obedecer comandos simples, tais como “mostrar dois dedos” ou “coloca a língua para fora.” O processo de recuperação de um coma é um contínuo no qual a pessoa gradualmente recupera a consciência.

Para as pessoas que sofrem uma lesão severa no cérebro e são comatosas, a recuperação é variável. Enquanto mais severa a lesão, mais provável que o resultado inclua danos permanentes.

A Escala de Coma de Glasgow usualmente é usada na hora da internação no hospital ou por um paramédico socorrista para estabelecer um nível base de consciência, função motora e alterações oculares. Avaliações frequentes do paciente são obrigatórias para ajudar na avaliação da melhora ou deterioro neurológico.

As tecnologias de imagens cerebrais, particularmente a tomografia axial computadorizada (TC), pode oferecer informações importantes imediatas sobre o estado de uma pessoa. O propósito de uma TC de emergência é descartar uma lesão de massa grande (hematoma) que comprime o cérebro e que exija remoção cirúrgica imediata. Uma Imagem por Ressonância Magnética (IRM) é usada em um quadro mais específico para visualizar mudanças sutis que não são captadas por uma TC.

 

Sintomas de uma Lesão Cerebral

  • Dor: Dor de cabeça constante ou recorrente;

  • Disfunção Motora: Incapacidade de controlar ou coordenar as funções motoras, ou perturbação do equilíbrio;

  • Sensorial: Alterações na escuta, no gosto ou visão; tontura; hipersensibilidade à luz ou som;

  • Cognitivo: Tempo de atenção menor; facilmente distraído; sobre estimulado pelo ambiente; dificuldade para se manter focado em uma tarefa, seguir instruções ou entender informação; sensação de desorientação e confusão e outras deficiências neuropsicológicas; e

  • Fala: Dificuldade para achar a palavra “certa”; dificuldade para expressar palavras ou ideias: disartria.


Dicas de Prevenção de Lesões na Cabeça

Compre e use capacetes ou equipamentos de proteção aprovados pela ASTM para esportes específicos 100% do tempo. A ASTM tem padrões vigorosos para testar capacetes para muitos esportes: os capacetes aprovados pela ASTM têm um adesivo de prova. Os capacetes e equipamentos para a cabeça têm muitos tamanhos e estilos para muitos esportes e devem se ajustar apropriadamente para fornecer a máxima proteção contra as lesões na cabeça. Além de outros equipamentos de segurança, os capacetes ou equipamentos para a cabeça devem ser usados o tempo todo para:

  • Beisebol e Softball (na vez de bater a bola);

  • Ciclismo;

  • Futebol Americano;

  • Hóquei;

  • Equitação;

  • Veículos motorizados;

  • Skates/Patinetes;

  • Esqui;

  • Snowboarding; e

  • Luta;

 

Os equipamentos para a cabeça são recomendados por muitos especialistas de segurança esportiva para:

  • Montar um touro;

  • Artes Marciais;

  • Salto com Vara;

  • Futebol; e

  • Corrida de Carros Vintage.

 

Dicas Gerais

  • Supervisione crianças o tempo todo, e não deixe eles usar equipamentos esportivos ou jogar esportes não adequados para a faixa etária;

  • Não pule em águas com menos de 3,5 m de profundidade ou em piscinas acima do solo;

  • Siga as regras em parques aquáticos e piscinas;

  • Use trajes apropriados para o esporte;

  • Não use roupas que possam interferir na sua visão;

  • Não participe em esportes quando estiver doente ou muito cansado;

  • Obedeça toda sinalização de transito, e esteja alerta aos motoristas quando estiver de bicicleta, com skate ou patins;

  • Evite superfícies irregulares ou não asfaltadas quando usar a bicicleta, skate ou patins;

  • Realize checagens de segurança regulares dos campos esportivos, parques e equipamentos; e

  • Descarte e substitua equipamento esportivo ou de proteção que estiver danificado.

 

Alterações das Regras do Futebol Americano Universitário para Prevenir Lesões na Cabeça e no Pescoço

A força tarefa da Associação Nacional de Técnicos Atléticos (NATA – National Athletic Trainer’s Association) e da Associação de Treinadores de Futebol Americano (AFCA – American Football Coaches Association), liderada por Ron Courson, diretor de medicina esportiva da Universidade de Georgia, foca em dois problemas primários associados ao contato com a cabeça:

  • O contato cabeça-corpo ainda ocorre de forma frequente no futebol intercolegial.

  • Penalidades por contato com o capacete não se fazem cumprir de forma adequada.

 

As alterações nas regras implementadas pela Associação Atlética Nacional Colegial (NCAA – National Collegiate Athletic Association) relacionadas a contatos cabeça-corpo e tackle no futebol americano de faculdade foram entregues a todos os técnicos e juízes do país. O objetivo é eliminar as lesões que resultam do uso do capacete por um jogador para castigar um oponente.

Com as alterações e uma exigência para o cumprimento das regras mais diligente, há esperança de que haja uma redução na quantidade de lesões na cabeça e no pescoço.

O NCAA revisou as diretrizes (já de 16 anos atrás) para o tratamento de concussões no Manual de Medicina Esportiva da NCAA para fornecer melhores informações para os membros das instituições em relação às respostas a lesões por concussão, e os procedimentos para liberar os jogadores para retornar ao jogo ou prática.

 

De acordo com a página 59 da edição de 2013-2014, “...Qualquer atleta que seja diagnosticado com uma concussão não deve retornar ao jogo ou à prática no mesmo dia, e deve ser liberado por um profissional da saúde antes de retomar as práticas.” A seção “Diagnóstico e Manejo de Concussões” dá detalhes das circunstancias nas quais um atleta deva ser mantido fora dos jogos até ser liberado por um médico.

 

Dicas de Prevenção de Lesões na Cabeça e no Pescoço relacionadas a Futebol Americano:

  • Todos os jogadores devem realizar exames físicos prévios ao início da temporada, e aqueles com um histórico de lesões cerebrais ou da coluna, incluindo concussões, devem ser identificados.

  • Os jogadores de futebol americano devem receber pré-condicionamento adequado, assim como fortalecimento dos músculos da cabeça e do pescoço.

  • Os técnicos e juízes devem desencorajar os jogadores a usar o topo do capacete de futebol como aríete na hora do bloqueio, batida, tackle e de carregar a bola.

  • Os técnicos, médicos e preparadores físicos devem se assegurar que os equipamentos dos jogadores estejam ajustados de forma apropriada, especialmente o capacete, e que as fitas de ajuste estejam sempre travadas.

  • Os técnicos devem estar preparados para uma possível lesão catastrófica da medula espinhal. A equipe completa deve saber o que fazer em tais casos: estar preparado e bem informado pode ser o diferencial para evitar uma incapacidade permanente.

  • As regras que proíbem o tackle (bater outro jogador com a coroa do capacete) devem ser cumpridas nas práticas e nos jogos.

  • Os jogadores carregando a bola não devem abaixar a cabeça na hora de fazer contato com o defesa para evitar colisões capacete-capacete.

 

Fonte: American Association Neurological Surgeons - www.aans.org

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