INAO faz cirurgia de coluna minimamente invasiva pelo SUS em Rondônia

Técnica mais moderna e eficiente tem trazido

resultados excelentes no tratamento de diversas patologias

Há tempos a cirurgia de coluna deixou de ser um tratamento extremamente agressivo ao corpo humano, de elevado risco e difícil recuperação. Com o desenvolvimento de técnicas mais modernas e minimamente invasivas, os cirurgiões de coluna conseguem resultados mais eficientes, precisos, com menos traumas para os pacientes e menor tempo de recuperação. E o que é melhor, tudo disponibilizado pelo INAO em atendimentos realizados pelo SUS, nos hospitais públicos de Rondônia.

O cirurgião de coluna do INAO, Valmor Artur Patrício, explica que a cirurgia minimamente invasiva da coluna vertebral é hoje quase uma nova especialidade no universo da cirurgia de coluna. “É um conjunto de procedimentos que visam o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo, pois não é necessário fazer uma grande incisão para acessar a área lesionada da coluna. Com auxílio de um microscópio ou endoscópio (câmera que amplia as imagens), é possível corrigir lesões na coluna preservando as estruturas vizinhas, com menor risco de complicações pós-operatórias”, explica o cirurgião.

O risco de fibrose (má cicatrização muscular) e lesão muscular, que costumam causar dores mesmo depois da recuperação completa na cirurgia convencional, também são mínimos. Isso porque os músculos ao redor da coluna não são cortados, e sim ‘afastados’, causando menos trauma ao organismo do paciente. Com isso, o risco de sangramento e de infecções é bem menor, tendo em vista que os cortes são menores que nas cirurgias convencionais. “Em muitos casos nem há a necessidade de haver cortes, pois os procedimentos podem ser feitos com agulhas”, ressalta Dr. Valmor.

O tempo que a pessoa permanece no centro cirúrgico é bem menor, a anestesia geral não precisa ser longa e alguns procedimentos podem ser realizados com anestesia local. A cicatriz deixada é menor, são menos dias de internação e o paciente normalmente se levanta e pode andar poucas horas depois da cirurgia. Desta forma, o paciente tem uma recuperação mais rápida, e um retorno mais precoce as atividades profissionais e habituais.

Entretanto, a indicação da cirurgia minimamente invasiva deve ser avaliada com cuidado pelo cirurgião, pois nem todos os casos podem ser resolvidos com o auxílio destas técnicas, e dependendo da patologia e da situação do paciente, a cirurgia convencional pode ser a mais indicada.

Dr. Valmor explica que em países desenvolvidos, onde essas técnicas estão mais avançadas e popularizadas, como Alemanha e Coréia do Sul, o termo “minimamente invasivo” nem é mais usado, sendo efetivamente sinônimo de cirurgia de coluna, já que as técnicas convencionais praticamente caíram em desuso.

Apesar de não ser uma novidade, a cirurgia minimamente invasiva da coluna vertebral nem sempre é realizada em hospitais públicos no Brasil pela indisponibilidade de ferramentas e equipamentos como microscópios e endoscópios adequados para esse tipo de técnica. Mas no Hospital de Base em Rondônia, o INAO dispõe de um microscópio Zeiss Pentero de última geração, assim como os Drills Striker e Midas, endoscópio e conjunto completo de instrumental de microcirurgia necessários para esse tipo de cirurgia, além de profissionais especializados e altamente capacitados.

Técnicas com tratamento de hérnia discal ou de instabilidade, com mini TLIF, são realizadas todas as semanas na rede pública e privada em Porto Velho. No Hospital Pontocordis, por exemplo, o INAO possui um microscópio Leica extremamente moderno, que possibilita até a realização de implantes.

Várias são as patologias podem ser tratadas com essas técnicas, como fraturas, alguns tumores, doenças do disco da coluna vertebral e estenose do canal (nervo apertado). Casos mais graves, como compressão do osso da coluna no tronco cerebral, também já foram tratados de forma minimamente invasiva no Hospital de Base, devido aos investimentos em tecnologia feitos pelo INAO naquela instituição.

Dr. Valmor ainda destaca que o futuro da cirurgia de coluna vertebral para as patologias degenerativas é a técnica conhecida como XLIF, em que a cirurgia é realizada com um pequeno corte ao lado do abdômen, com o paciente deitado de lado. Desenvolvida há mais de 10 anos e introduzida no Brasil há cerca de cinco anos, é considerada uma das mais inovadoras para o tratamento da escoliose degenerativa (desgaste da coluna) ou estenose do canal (aperto do nervo), sendo muito utilizada inclusive em pacientes idosos.

“Já realizamos esse procedimento complexo em Porto Velho, assim como a retirada de corpo vertebral em coluna torácica por essa técnica sem necessidade de colocar dreno de tórax após a cirurgia”, comemora o cirurgião.

Abaixo alguns casos tratados com cirurgia minimamente invasiva em Rondônia:

1. Fratura de coluna operada de forma minimamente invasiva

2. Introdução de parafuso percutâneo

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