Dr. Vladmir alerta sobre uso irregular de Ritalina para estudo

De acordo com o médico, a crença de que o medicamento potencializa a concentração e aumenta o desempenho é um mito

Você conhece alguém que já fez uso de metilfenidato, a famosa Ritalina, para ter melhor desempenho nos estudos? Considerada quase que o “viagra da inteligência”, é possível encontrar na internet milhares de sites e matérias falando sobre as maravilhas que o uso da medicação traz para o cérebro, aumentando o poder de concentração, a aptidão para os estudos, e até melhora na inteligência. Mas será que tudo isso é verdade?

Dr. Vladmir Garcia, neurologista do Instituto INAO, garante que não. De acordo com o médico, o uso dessa medicação com o objetivo de melhorar concentração e aprendizagem é um mito.

“A Ritalina só tem efeito nos pacientes que possuem uma doença, como por exemplo o TDAH, onde o mecanismo de concentração é falho. Nestes casos, existe um defeito na capacidade do cérebro de focar no que interessa e desfocar coisas que não interessam. Para esses pacientes, ao fazer o uso do medicamento, a concentração é muito aumentada, e o mecanismo de foco do cérebro passa a funcionar bem melhor”, explica.

Mas para quem não tem esse problema, dr. Vladimir é taxativo ao afirmar que a droga não tem eficácia alguma, pelo contrário, pode até causar alguma perda de atenção. “Quando as pessoas relatam sentir melhoras na capacidade de concentração estão certamente sob um efeito placebo, ou então são portadores de algum distúrbio neurológico e não tinham conhecimento”, garante.

O efeito verdadeiro provocado pela droga em pessoas sem distúrbios de atenção é aumento da capacidade de vigília, ou seja, permanecer acordado por muito tempo, o que pode ser desejável para quem precisa estudar ou trabalhar por um longo período. Mas utilizar esse artifício a longo prazo pode ter o efeito contrário, já que é durante o sono profundo que o cérebro consegue fixar a memória.

Dependência

O neurologista explica que se trata de um medicamento tarja preta, com alerta de risco de dependência. Mas nas doses terapêuticas, preconizadas para pacientes que possuem distúrbios tratáveis com Ritalina, isso não ocorre. Tanto que é comum ser prescrito para crianças apenas no período letivo e ser retirado nas férias, sem ocorrência de abstinência nenhuma.

Mas sem acompanhamento, com o intuito de aumentar a inteligência e aptidão para os estudos, em doses cada vez maiores, os riscos são elevados. “Como qualquer anfetamina, pode provocar dependência e abstinência na retirada súbita. Além disso, é uma medicação que faz aumentar a pressão arterial, aumenta o risco de acidente vascular cerebral e o risco de desencadear doenças psiquiátricas, como por exemplo transtorno bipolar de humor e depressão de rebote, ao retirar a medicação” alerta dr. Vladimir.

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