Existe vacina para meningite meningocócica?

30/04/2019

 

Sim. Existem vacinas e são bastante eficazes. A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada por uma bactéria chamada Neisseria meningitidis que é popularmente conhecida como meningococo.

 

Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia)

 

O meningococo tem 12 “tipos” diferentes, conhecidos como sorogrupos que são definidos por letras. Destes, 6 se destacam: A, B, C, W135, X e Y.

 

Para nos proteger contra todos estes sorogrupos, existem hoje 3 vacinas: a que protege contra o meningococo C, contra o meningococo B e outra que nos protege dos ACWY.

 

Nos últimos anos, o meningococo C foi o mais frequente no Brasil. Assim, com base nestes dados, esta vacina está contida no Programa Nacional de Imunização e é gratuitamente distribuída para todas as crianças.

 

A primeira dose deve ser dada aos 3 meses de idade, a segunda aos 5 meses e uma dose de reforço depois de 1 ano de idade. Pode ser dada mais uma dose aos 4 anos. Aos 12-13 anos está indicado outro reforço.

 

As vacinas ACWY e contra o meningococo B estão disponíveis em clínicas de imunização. A vacina ACWY segue o calendário da vacina contra o meningococo C, e a vacina contra o meningococo B deve ser dada em 3 doses ao longo do primeiro ano de vida, com intervalo de 2 meses entre as mesmas.

 

Depois de 1 ano, deve-se fazer uma dose de reforço. Quem não fez as doses antes de 1 ano pode fazer 2 doses, com intervalo de 2 meses entre elas.

 

É importante destacar que os adolescentes são grupo de risco para meningite meningocócica e, por isso, devem receber as vacinas.

 

A meningite meningocócica se caracteriza pela inespecificidade com que os sintomas acontecem – no começo parece uma gripe com febre, mal-estar, vômitos e dor de cabeça – e pela rapidez com que o quadro evolui, com alto grau de letalidade. Em questão de horas a pessoa acometida pode morrer. Isso é que é o mais preocupante.

 

O contágio pode se dar pelo ar; o que é igualmente relevante, pois basta estar no mesmo ambiente que a pessoa contaminada para ter uma chance de adoecer.

Há alguns sinais de alerta para os quais devemos prestar atenção: a febre não necessariamente é alta. Pode ser baixa.

 

Os vômitos em geral são em jato, como se saíssem “com força” do estômago. Dá muita dor de cabeça. As crianças ficam indispostas e sem vontade de fazer nada. Mais importante: podem surgir manchinhas arroxeadas pelo corpo. Este é um dos sinais de alerta mais significativos, pois significa que a doença está se disseminando e causando alteração na coagulação sanguínea.

 

Meningite meningocócica é uma doença rápida e muitas vezes fatal. As vacinas são, de longe a melhor, mais segura e mais eficaz forma de proteção.

 

 

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