Crianças podem sofrer de ansiedade devido à pandemia


A Covid-19 é especialmente grave para idosos e pessoas com determinadas comorbidades, mas a pandemia transformou a vida de todos. Mesmo sendo o grupo com menor chance de complicações relacionadas à doença, as crianças também têm sofrido com as consequências sociais do novo coronavírus, com o isolamento em casa, falta de convívio com colegas e escola, mudança repentina da rotina, afastamento de familiares e amigos queridos e restrição de espaço para brincar, correr, tomar sol - fora a tensão geral relativa às incertezas do momento.

De acordo com a doutora em neuropediatria Larissa Furtado, as crianças também podem sofrer de transtorno de ansiedade, claro que, apresentando alguns sintomas diferentes dos adultos, a médica ainda alerta para os sintomas mais comuns como por exemplo, apresentar uma apreensão excessiva que é desproporcional com o que ela deveria estar se preocupando já é um sinal de alerta.

Os sintomas de ansiedade podem ser apresentados desde muito cedo, a partir dos 2 anos de idade, o que é um pouco mais difícil de identificar apresentando apenas uma irritabilidade ou birra e assim vai apresentando outros sintomas.

Ainda de acordo com a Neuropediatra tem aumentado bastante a procura no consultório devido o aumento da ansiedade nesse período de pandemia. “As mães tem percebido que as crianças estão irritadas, comendo muito, entediada demais, compulsão alimentar, mas se for uma ansiedade que começou a apresentar nesse momento de isolamento social a gente não classificaria como um transtorno de ansiedade grave” disse Larissa Furtado.

O impacto do isolamento social nas crianças:

A pandemia causou mudança muito abrupta e acentuada para todas as famílias, ninguém teve tempo de se organizar para lidar com situação tão adversa. A criança não tem estratégias para superar isso, pela própria imaturidade neurológica. Então, se a família não tiver um olhar cuidadoso para essas crianças, pode ter consequências irreversíveis. “ Para classificar como transtorno de ansiedade, os sintomas tem que estar acontecendo a pelo menos seis meses. Como estamos em isolamento a mais ou menos três meses ainda não classificaria como transtorno de ansiedade, mas se prolongar ou se for identificado que essa criança já vinha apresentando sintomas e que na verdade com o isolamento esses sintomas se exacerbaram, o ideal é que procure um especialista”, destacou a Neuropediatra Larissa Furtado.

Orientações de como diminuir esse impacto nos filhos!

A primeira dica é organizar a rotina dos adultos, organize a agenda dos filhos, afinal, ninguém está de férias. Tenha horário das atividades escolares online, horário para acessar a telas, evitando ao máximo o excesso desse uso. “Como ss crianças estão privadas de ir a escola, o ideal é que os pais consigam fazer atividades em casa pra tentar controlar a ansiedade como brincadeiras educativas, lúdicas, em família como caça ao tesouro, amarelinha, jogos de montagem e ainda estabelecer uma rotina de sono e alimentação adequada, evitar excesso de telas como videogames, celular, televisão”, ressaltou a especialista.

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