Neuropsicóloga alerta para impactos psicológicos pós pandemia e registra aumento no número de distúr

De acordo com a especialista em neuropsicologia, Gésica Bergamini, do Instituto de Neurocirurgia e Neurologia da Amazônia (INAO), durante esta pandemia do novo coronavírus alguns distúrbios aumentaram. São eles : O transtorno de ansiedade generalizada, a depressão maior e o transtorno bipolar: Estes são os casos de transtornos mentais mais registrados na clinica onde a profissional atende.

A diferença entre neuropsicologia e psicologia é que esta última trabalha mais as questões subjetivas de comportamento e cognições. Enquanto a neuropsicologia estuda o funcionamento do cérebro e a interconexão com comportamento.

“ Vamos através de testes entender como este cérebro esta funcionando, como está a memória, a linguagem, a tensão. O neuropsicólogo faz a avaliação com intuito de confirmação ou não de diagnósticos de transtornos ou doenças mentais através de testes. Avaliação é tanto para desordens neurológicas quanto para psiquiátricas. Normalmente, estes casos são encaminhados pela própria escola ou psiquiatra”, explica a profissional.

Ela também enfatiza que pode ser usado para fins preventivos quando a pessoa nota que não esta legal e quer entender o que esta acontecendo, normalmente depois de algum trauma. De acordo com a especialista, até mesmo pacientes que já tinham recebido alta voltaram a apresentar sintomas de transtornos que já sofriam devido ao momento de isolamento social e medo da doença ( covid-19).

“Quando a gente passa por coisas que não estamos prontos, isso nos afeta muito. Não estamos acostumados a ficarmos isolados, famílias que não se viam e não se conheciam de fato passaram a se conhecer, pais que ficaram 24 horas com os filhos e antes não tinham esse contato. Então, a ansiedade e o medo tendem q crescer e mesmo para quem estava normal acabou sofrendo, imagina para quem já tinha algum outro problema, sofreu dobrado.” Disse.

O foco para o melhoramento é sempre adaptativo. Entender que outras pandemias já aconteceram e esse é mais um desafio para humanidade e que vai passar. Temos que que pensar como vamos permanecer após este momento. Ter qualidade de vida e levar reflexões de que isso exige uma mudança de comportamento de todos e que começa a se tornar mais congruente com o tempo.

A neuropsicóloga pontua também que uma das coisas para se ficar alerta é o pós covid. “ Alguns estudos apontam que estão correlacionando algumas desordens neurológicas como perda de olfato e paladar e outras questões como enxaqueca no pós covid ainda permanecendo. E Alguns casos de AVC, segundo estudos da USP (Universidade de São Paulo) que tem correlacionado a isso. “

Percebemos também que pacientes que não tinham transtorno de ansiedade, desenvolveram o transtorno em virtude da falta de ar, baixa saturação, medo da morte, todo esse processo de perigo de contaminar a família ou perder alguém.

Isso trouxe algumas emoções que a gente não esta pronto pra lidar. É emergencial que essas pessoas busquem o acompanhamento porque agora pode estar tudo bem, mas daqui a dois ou três anos isso pode gerar um sofrimento ainda maior porque é uma dorzinha que jogamos pra debaixo do tapete.

É importante que as pessoas que tiveram o contato do covid na família tenham esse conhecimento que pode ser que existam comorbidades psicológicas e neuropsicológicas pós covid, por isso é importante que se busque um especialista .

O INAO atende com esta especialidade de segunda a quinta - feira de 8 h as 18 h.

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