Dr. André Motta comemora sucesso de neurocirurgia para Espasmo Hemifacial realizada no HB

Movimentos involuntários da face causam imenso transtorno aos pacientes, e podem ser tratados com cirurgia

Você já imaginou acordar um dia com os músculos da sua face se contraindo involuntariamente, sem parar, centenas de vezes ao dia? Pois este transtorno existe e se chama Espasmo Hemifacial, e faz com que um dos lados do rosto do paciente fique sendo repuxado repetidamente, sem controle.

Dr. André Motta, Neurocirurgião e Diretor do INAO explica que este transtorno pode acometer, em maior ou menor grau, toda a musculatura de uma metade do rosto, desde a testa, passando pela musculatura ao redor do olho, a musculatura da boca, entortando até o lábio. As contrações são rápidas como se fossem choques, e podem ocorrem com qualquer frequência.

Isso acontece por diversas causas, mas em geral trata-se de uma compressão do nervo crânio facial provocada por uma artéria mal posicionada. O tratamento convencional é feito com aplicação de toxina botulínica no rosto, para relaxar a musculatura e diminuir as contrações.

“A toxina tem uma eficácia muita boa, mas é um tratamento paliativo, porque o efeito é passageiro. O ideal é fazer a aplicação a cada seis meses, mas antes disso os pacientes já sentem os espasmos novamente, e não é o ideal sobrepor as aplicações”, explica o médico.

Já o tratamento cirúrgico promove a descompressão permanente no nervo afetado, diminuindo consideravelmente a intensidade e frequência dos espasmos, ou até mesmo eliminando completamente.

"Foi a primeira vez que realizamos este procedimento em Rondônia, e o resultado foi excelente. A paciente teve uma melhora instantânea dos sintomas e com dois dias já recebeu alta”, comemora.

A paciente operada pelo Dr. André no Hospital de Base tem 40 anos. Ele explica que a cirurgia é relativamente simples, mas os casos devem ser muito bem avaliados para receberem a indicação cirúrgica. Pacientes jovens, com baixo risco cirúrgico e com o espasmo crônico, são os mais indicados para o procedimento. Nos demais, o neurocirurgião prefere continuar o tratamento convencional, com a toxina botulínica.

“É uma cirurgia simples mas delicada, que necessita um profissional com bastante experiência em neurocirurgia vascular e de base de crânio. Nós inserimos uma almofada de teflon entre o nervo afetado e o vaso, evitando que um interfira no outro e pronto, some o espasmo. Mas é preciso saber exatamente qual é o vaso que está afetando o nervo antes da cirurgia, com os exames pré-operatórios”, alerta o médico.

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