Conheça a Síndrome de Guillain-Barré

Doença causa paralisia das pernas, que evolui rapidamente para restante do corpo, podendo levar à morte

Síndrome de Guillain Barré

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença do sistema nervoso de caráter autoimune, ou seja, ocorre quando o sistema de defesa do organismo age de forma descontrolada e passa a atacar partes do corpo.

Os anticorpos do paciente atacam a bainha de mielina, um revestimento isolante que garante o funcionamento dos nervos. Os danos a esse revestimento comprometem a capacidade de movimentação dos músculos e a sensibilidade diante de calor, dor, texturas e outras sensações.

O problema começa com um formigamento ou fraqueza nas pernas, que vai subindo, podendo atingir o tronco, braços, pescoço e afetar os músculos da face, da respiração e da deglutição. Aos poucos o paciente não consegue andar, se movimentar e pode inclusive culminar na paralisia dos músculos respiratórios.

Em geral, a moléstia evolui rapidamente, e precisa de atendimento urgente, com internação hospitalar e acompanhamento do neurologista. A síndrome atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e regride muito lentamente, podendo levar meses até a recuperação total do paciente. Raramente leva à morte, se o paciente for diagnosticado e tratado corretamente.

Não se sabe exatamente as causas da síndrome de Guillain-Barré, mas em regra ela está associada a alguma virose nas semanas anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas. Essa virose pode ser uma gripe, uma hepatite ou, mais comumente, uma infecção pelo vírus da zika.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou em 2017 que o vírus da zika é um gatilho para a síndrome de Guillain-Barré. O Brasil registrou um aumento espantoso do número de casos da moléstia em regiões do Brasil que tiveram surto de zika. O estado de Alagoas viu um aumento de 517% da síndrome, a Bahia registrou uma ocorrência 196% maior, seguida de Piauí e Rio Grande do Norte, ambos com 108% de aumento.

A doença não tem uma cura específica, e os tratamentos são voltados a reduzir a gravidade dos sintomas. Os procedimentos usados na fase mais grave da doença são a plasmaférese (técnica que permite filtrar o plasma do sangue do paciente), para bloquear os anticorpos que atacam as células nervosas, e a administração de imunoglobulina, que age bloqueando a ação dos anticorpos agressores.

É bom lembrar que Inao é o centro de referência em Neurologia e Neurocirurgia em Rondônia e Acre, já tendo tratado pacientes com a síndrome em Porto Velho.

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