Médicos do INAO fazem atualização para tratamento de enxaqueca com toxina botulínica

29/07/2018

Pacientes crônicos da doença chegam a ter até 80% de redução na quantidade de dias com dor

 

A enxaqueca é uma doença crônica que atinge milhões de brasileiros, mas ainda não possui uma cura. Por isso, qualquer tratamento que traga alívio nos sintomas é imensamente comemorado pelos pacientes.

 

Um dos tratamentos mais modernos e eficazes contra a doença é a aplicação de toxina botulínica, a mesma usada em tratamentos estéticos, o famoso botox. Utilizado na neurologia para aplicação em pontos específicos, a toxina pode reduzir em até 80% a quantidade de dias de dor para os pacientes crônicos.

 

Visando aprimorar a técnica de aplicação, os médicos do INAO participaram de um curso de aperfeiçoamento na utilização da toxina botulínica para tratamento da enxaqueca, ministrado pelo Dr. Marcus Vinícius Della Coletta, neurologista professor da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), onde é preceptor da residência de neurologia, e membro do Departamento Científico de Transtornos do Movimento, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

 

“Este treinamento visa aprimorar a técnica para o tratamento especificamente da enxaqueca.  Nós vamos mostrar os pontos corretos para aplicação, a diluição do produto e a dose exata a ser aplicada. Vamos praticar tanto num boneco quanto em pacientes voluntários”, relata Dr. Marcus.

 

 O médico explica que o tratamento com a toxina não é novo, mas no Brasil só recentemente houve a aprovação pela Associação Médica Brasileira de um código específico deste tratamento para os convênios utilizarem.

 

“A maior parte dos convênios ainda não está autorizando, mas ao menos agora temos este código aprovado e a expectativa é que muito em breve isso esteja bem difundido no país, sendo aceito por todos os convênios”, espera o neurologista.

 

 Ele alerta, no entanto, que a toxina botulínica só é indicada para pacientes com enxaqueca crônica, ou seja, nos casos em que a doença não apresenta melhoras com o tratamento convencional e o paciente sente dores por ao menos 15 dias durante o mês, durante três meses.

 

“O produto não tem efeito analgésico, ou seja, não adianta realizar a aplicação numa crise de enxaqueca pois o paciente não vai apresentar melhora. As aplicações servem para prevenir as crises e devem ser contínuas, realizadas a cada três meses”, ressalta Dr. Marcus Vinícius.

 

Nos primeiros meses após o início do tratamento os pacientes já apresentam melhora significativa na redução de intensidade e frequência das crises. “A resposta que nós temos ao tratamento é excelente. Nos primeiros meses já temos mais de 50% de redução das dores, que em termos de tratamento de enxaqueca é muito bom. E com a continuidade da aplicação, as crises vão reduzindo ainda mais. Para a pessoa que sofre com esse problema, é um ganho enorme na qualidade de vida”, garante ele.

 

 

 

 

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